Falta de Efetivo Impede Atendimento Permanente no Quartel dos Bombeiros do Cassino.


Com apenas 17 militares disponíveis para o serviço operacional, Corpo de Bombeiros aguarda chegada de novos soldados para reforçar atendimento em Rio Grande.
A insuficiência de efetivo do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) voltou ao centro das discussões em Rio Grande após dois incêndios registrados em dias consecutivos no Balneário Cassino. Os episódios reacenderam a preocupação da comunidade em relação à ausência de atendimento permanente no quartel localizado no balneário.
Atualmente, a unidade do Cassino não mantém funcionamento ininterrupto. De acordo com o CBMRS, a principal causa é o déficit de bombeiros militares disponível para o atendimento operacional.
Em entrevista à reportagem, o porta-voz da corporação, tenente Rafael Vieira Cabral, explicou que o Estado enfrenta uma redução significativa no efetivo, o que impossibilita manter equipes completas, simultaneamente, nos quartéis do Centro e do Cassino.
"Hoje não conseguimos garantir atendimento 24 horas no Cassino todos os dias. Em alguns períodos do mês isso é possível, mas ainda não de forma permanente", afirmou.
Mesmo nos dias em que não há uma guarnição completa na unidade do balneário, um bombeiro permanece de prontidão com uma viatura de apoio. Entretanto, por questões de segurança operacional, esse militar não atua isoladamente em ocorrências de maior complexidade.
Segundo o tenente, sua função é prestar suporte à primeira equipe deslocada do quartel central.
"Ele serve de apoio para a primeira viatura que vem do Centro. Atuar sozinho em uma ocorrência seria inseguro tanto para o profissional quanto para a própria operação", explicou.
Efetivo operacional foi reduzido.
Dados do 3º Batalhão de Bombeiro Militar apontam que o efetivo disponível em Rio Grande sofreu redução nos últimos anos.
Atualmente, os quartéis do Centro e do Cassino contam com um total de 30 militares. Em 2024, esse número era de 35. Nesse quantitativo estão incluídos integrantes do comando da unidade, servidores da área de prevenção contra incêndios, militares em férias e profissionais afastados por motivos de saúde.
Na prática, apenas 17 bombeiros estavam disponíveis para o atendimento operacional na última segunda-feira (23), número considerado insuficiente para manter as duas unidades funcionando permanentemente com equipes completas.
Em nota, o batalhão informou que a abertura do quartel do Cassino continua sendo uma prioridade.
"Sempre que há disponibilidade de efetivo, o quartel do Cassino permanece operante. Manter essa unidade em funcionamento é prioridade, considerando a população atendida e a distância em relação ao quartel do Centro."
Reforço deve chegar no segundo semestre.
A expectativa da corporação é amenizar o déficit de pessoal ainda neste ano.
Segundo o tenente Rafael Cabral, 944 alunos estão atualmente em formação no Estado e deverão ser incorporados às unidades operacionais entre o final de agosto e o início de setembro.
De acordo com ele, a determinação do comando-geral é que todos os novos bombeiros sejam destinados diretamente às atividades de atendimento à população.
"Todos os novos militares irão atuar na atividade-fim. Nenhum será destinado inicialmente para funções administrativas", destacou.
Embora ainda não exista definição sobre quantos profissionais serão enviados para Rio Grande, a corporação confirmou que todos os batalhões do Estado receberão reforço.
"Rio Grande certamente será contemplada com novos bombeiros. A distribuição será definida posteriormente pelos comandos regionais."
Incêndios reacendem preocupação da comunidade
O debate sobre a necessidade de funcionamento permanente do quartel do Cassino ganhou força após dois incêndios registrados na última semana.
Na quinta-feira (18), uma residência pré-fabricada foi completamente destruída pelas chamas nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do balneário. Dois idosos precisaram ser atendidos por uma equipe de ambulância devido ao estado de nervosismo antes da chegada dos bombeiros. A ocorrência foi combatida pela guarnição deslocada do quartel do Centro, com apoio do militar que estava de serviço no Cassino.
No dia seguinte, sexta-feira (19), um novo incêndio mobilizou equipes na Rua Antônio da Fonseca Moraes, reforçando as preocupações da população quanto ao tempo de resposta das ocorrências e à necessidade de ampliação do efetivo operacional no município.
Fonte: Comunicação Institucional Febrabom




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