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Quando a Ética se Cala, a Profissão Enfraquece


“Há momentos em que o silêncio pesa mais do que o erro — e este é um deles.”

Vivemos uma fase em que a ética profissional parece ter sido empurrada para o canto, tratada como detalhe, quando na verdade deveria ser o alicerce de qualquer profissão que se queira respeitada.

Quando a ética se ausenta, o espaço é rapidamente ocupado. Surgem oportunistas, aventureiros e vozes que falam alto, mas constroem pouco. Pessoas que se apropriam do nome da categoria sem jamais terem assumido o compromisso de fortalecê-la.

E o mais grave: fazem isso diante de todos, muitas vezes sob o olhar indiferente de quem poderia e deveria se posicionar.

Enquanto alguns seguem trabalhando, enfrentando dificuldades e tentando fazer a diferença, outros escolhem o caminho mais fácil.

Criticam. Atacam. Desqualificam. Muitas vezes sem conhecimento, sem responsabilidade e sem medir o impacto de suas palavras. Não se trata de crítica construtiva, mas de ruído. E ruído não constrói, apenas desgasta.

A pergunta que insiste em ecoar é simples e incômoda: quem autorizou essas pessoas a falar em nome da categoria?

Representatividade não nasce da conveniência, mas da ética, do trabalho e do respeito. Usar o nome de uma profissão exige compromisso com sua história, seus valores e, principalmente, com as pessoas que a constroem diariamente.

É preciso dizer, sem rodeios: a crítica é necessária.

Ela é saudável quando nasce do desejo de melhorar, de corrigir rumos, de fortalecer. Mas quando se transforma em ataque vazio, em discurso oportunista ou em ferramenta de vaidade pessoal, passa a ser parte do problema.

Cada palavra dita em público reflete sobre todos nós.

Cada atitude irresponsável enfraquece a imagem coletiva. Não somos indivíduos isolados quando vestimos o nome de uma profissão somos parte de algo maior. E ética, nesse contexto, não é apenas uma regra escrita, mas um exercício diário de empatia, respeito e responsabilidade.

Talvez este seja o momento de parar, refletir e escolher. Escolher entre a omissão confortável e o posicionamento consciente. Entre o barulho estéril e a construção responsável. Porque nenhuma profissão se sustenta quando a ética se cala. E toda categoria que deseja ser forte precisa, antes de tudo, ter coragem de se olhar no espelho.

Presidente Febrabom

Julio Valencio

Breve Biografia:

Bombeiro Civil com mais de 16 anos de experiência e expertise nas áreas de prevenção, resposta a emergências e gestão de equipes, atuando de forma estratégica na proteção da vida, do patrimônio e na mitigação de riscos. Enquadrado e atuante como bombeiro Civil na Categoria 03, em regime CLT, possui sólida trajetória como gestor e coordenador de equipes de bombeiros civis, com destacada atuação em projetos sociais e na implementação de políticas públicas voltadas à segurança.
É Técnico em Segurança do Trabalho, consultor em prevenção e combate a incêndios e instrutor de brigada de incêndio, com formação e atuação em conformidade com as normas do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio Grande do Sul. Atua, ainda, como instrutor do protocolo Stop The Bleed e como coordenador da equipe de Suporte Humanitário da Força-Tarefa Febrabom, integrando ações de resposta a emergências e apoio humanitário.
Possui registro profissional como jornalista junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e é acadêmico do ensino superior em Gestão e Marketing, bem como acadêmico em Eletrotécnica, unindo conhecimentos técnicos, comunicacionais e estratégicos à sua atuação profissional. É autor do livro Rapid Intervention Team: Salvando Quem Nos Salva, obra técnica voltada à resposta a emergências e à segurança operacional.
Atualmente, exerce o cargo de Presidente da Febrabom – Força Brasileira em Defesa da Profissão Bombeiro Civil e atua como Diretor Estadual da Associação Brasileira de Bombeiros Civis (ABBC), entidade com presença em mais de dez estados brasileiros. Destaca-se como articulador institucional no desenvolvimento e na implementação de iniciativas legislativas relacionadas à regulamentação e à obrigatoriedade da atuação do bombeiro civil em ambientes públicos e privados, com ênfase no município de Porto Alegre (RS).
Participou ativamente da articulação e do desenvolvimento de importantes marcos legislativos, entre os quais se destacam: a instituição do Dia Estadual de Combate ao Exercício Ilegal da Profissão de Bombeiro Civil no Rio Grande do Sul; leis municipais que tornaram obrigatória a presença de bombeiros civis em ambientes públicos e privados nos municípios de Porto Alegre e Viamão; a regulamentação das escolas de formação de bombeiros civis no âmbito da capital gaúcha; além de projetos voltados ao fortalecimento e à valorização da atuação do bombeiro civil em diversas regiões do estado.
Atua, ainda, como coordenador de projetos institucionais com foco no desenvolvimento social, na promoção da cidadania e no atendimento a comunidades em situação de vulnerabilidade social no estado do Rio Grande do Sul. Em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à sociedade, recebeu homenagens de instituições públicas e privadas, incluindo as Câmaras Municipais de Porto Alegre e Viamão, a Frente Parlamentar Federal do Bombeiro Civil, o Hospital Divina Providência e a Liga da Defesa Nacional, entidade centenária de relevância nacional.

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